É um ótimo jogo, de verdade... mas o desempenho atual está muito ruim, especialmente quando comparado ao Beta fechado e ao Beta aberto. Claro, o conteúdo hoje é bem mais robusto, mais funcionalidades, mais elementos com física própria; mas o desempenho, principalmente no uso de CPU, está simplesmente péssimo, uma merda. Uso um i7 7700K; sim, 4 núcleos em 2025 já não são ideais, eu sei, ainda mais se compararmos com processadores da década atual. Mas são os mesmos 4 núcleos que me entregaram ótimo desempenho em BF3, BF4, BF1 e BFV, inclusive em situações igualmente intensas que BF6 proporciona. E aqui, mesmo com um overclock estável a 5.0 GHz e todas as opções gráficas que impactam CPU no mínimo, o jogo capenga, e muito. Chega a cair para 28 FPS em momentos de maior carga, o que é inaceitável pra um título como BF. Eu sei que BF6 traz mais complexidade se comparado aos jogos anteriores, mais objetos sujeitos a destruição, LOD mais fiel, etc. Mas no final das contas, isso tudo ainda depende de fórmulas e cálculos que com certeza podem (e devem) ser otimizados. O problema com o hit reg a gente até releva, mas, não conseguir jogar, é terrível. É ótimo ver que o BF ta esculachando o software espaguetônico e mal feito do COD, mas, por favor, dêem atenção a essas otimizações.
Amo a franquia! Comecei lá no Battlefield 3, cheguei a jogar um pouco do BF4 (até meu PC pedir arrego) e depois fiquei quase 10 anos sem computador — até montar um novo recentemente. Assim que saiu o BF6, comprei sem medo, e sinceramente, não estou arrependido. O jogo é bom demais, mas ainda tem alguns pontos que poderiam melhorar. 1. Sniper: amor e sofrimento Sou do tipo que adora jogar de Sniper, mas ainda é frustrante acertar um tiro a queima-roupa ou a 10 metros no peito e não contar como eliminação. Isso vem desde os jogos anteriores. Hoje, só garante o abate com Headshot, o que limita um pouco o estilo. Acabo usando Shotgun com Slug pra “improvisar uma Sniper” em certas situações. Entendo a proposta da DICE de manter equilíbrio, mas já está na hora de rever essa mecânica — dá pra ajustar sem desbalancear o jogo. 2. Time to Die e dano inconsistente Outra coisa que incomoda é morrer em menos de um segundo nas trocas de tiro. Minha mira não é profissional, mas tem momentos em que o TtD (time to die) beira o absurdo. O jogo mostra o dano e as partes atingidas, e às vezes aparecem registros tipo: 20 + 20 + 20 + 20 na perna = 80 de dano... mas morri estando com 100 de vida? Será que o sistema só mostra parte do dano? Às vezes aparecem 3 ou 4 registros, e somando não chega nem a 85. Pode ser limitação visual ou bug, mas algo ali não bate. 3. O eterno Netcode Disseram que melhoraram o Netcode — e olha, parece que sim, em partes. Senti uma leve melhora, mas ainda tem momentos em que parece que o servidor “dá aquele ataque de raiva” e você simplesmente evapora. 4. Camuflagem ou invisibilidade? Os personagens se confundem demais com o ambiente. A ambientação está linda, realista e imersiva, mas às vezes realista até demais: tem hora que simplesmente não dá pra ver o inimigo. Se a intenção foi tornar mais tático, parabéns — conseguiram. Mas talvez exagere um pouco na imersão, a ponto de prejudicar o gameplay. No geral, não tive nenhum problema de FPS ou de acesso, o que já é ótimo. O jogo é divertido, intenso e promissor — só precisa de ajustes pontuais. Espero que a DICE vá polindo com o tempo, afinal, nem completou um mês de lançamento. Pra quem ainda não comprou, recomendo esperar um pouco e ir juntando grana com calma. O jogo é novo, ainda está recebendo correções e ajustes, então vale a pena entrar quando estiver mais redondo — e aí sim aproveitar tudo que ele tem de bom.